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Economia na quarentena: dicas para as finanças

Dinheiro e Carreira

necessidade de isolamento social durante a pandemia de coronavírus trouxe a implementação da quarentena em todo o Brasil. Com o comércio de portas fechadas, tanto empregadores quanto trabalhadores foram prejudicados financeiramente. Agora, é necessário pensar sobre a economia na quarentena, cortar gastos e buscar novas fontes de renda para diminuir os impactos deste momento na vida financeira.

Passos imediatos para organizar a vida financeira durante a pandemia

1. Calcule seu orçamento mensal - isso inclui listar todos os seus ganhos, despesas fixas, despesas variáveis e dívidas. Confira o exemplo.

  • Ganhos mensais: salário fixo, rendas extras, benefícios trabalhistas (vale transporte, vale alimentação e vale refeição).
  • Despesas fixas: aluguel, financiamento de imóvel, condomínio, gastos com estudo (escola dos filhos, universidade, pós-graduação), contas essenciais da casa (água, luz e gás), supermercado.
  • Despesas variáveis: academia, TV por assinatura, internet, telefone/ celular, streamings (de música ou de filmes), combustível, delivery de comida, compras supérfluas de roupas e acessórios.
  • Dívidas: empréstimos, faturas do cartão de crédito, negociações, cheque especial e outros parcelamentos.

Colocar todos esses dados em uma planilha ou em um caderno ajuda a visualizar a sua vida financeira como um todo, com gastos fixos e contas futuras. Você pode contar com o auxílio do seu extrato bancário digital, holerites, faturas de cartão, boletos e carnês que estejam em sua posse para se lembrar de tudo. Com isso listado, compare seus gastos e ganhos.

2. Corte os gastos supérfluos - em tempos de pandemia e instabilidade econômica, o ideal é conseguir suprir todas as suas necessidades e guardar um pouco de dinheiro para emergências. Se seu orçamento mensal está apertado, procure fazer alguns cortes. Busque dentro das despesas variáveis aqueles itens que não farão falta durante a pandemia e cancele assinaturas de TV, planos de celular ou então evite comprar roupas e alimentos sem precisar. Em casos mais graves, talvez seja necessário mudanças drásticas, como buscar um imóvel com aluguel mais barato e vender pertences que não são mais úteis (de roupas e eletrônicos até um carro).

Especialistas em economia indicam dividir os gastos em três: 50% dos seus ganhos devem ser direcionados aos gastos essenciais; apenas 30% para gastos variáveis e os 20% restantes devem ser utilizadas na quitação de dívidas ou em investimentos.

3. Renegocie suas dívidas - prepare propostas de renegociação para sugerir aos seus credores. As contas atrasadas geralmente podem ser parceladas. Para diminuir os juros cobrados em empréstimos de bancos, tente alterar a dívida para uma modalidade com juros mais baixos - o momento econômico está favorável a isso. 

Procure soluções que se encaixem no seu orçamento e que você consiga cumprir. Com uma proposta em mãos, entre em contato com seus credores. Caso não consiga muita flexibilização, não hesite em buscar outra instituição para obter bons negócios.

Busque por novas rendas

Com gastos reduzidos e dívidas renegociadas, uma boa oportunidade é utilizar o tempo da quarentena para procurar novas formas de obter renda. É possível encontrar trabalhos freelancer na sua área de atuação através de plataformas específicas, como a Freelancer.com ou alguns grupos de Facebook. Trabalhar com consultoria dentro do seu nicho no mercado é uma boa opção.

Também é o momento para investir em trabalhos manuais, que você consegue realizar da sua casa e vender para uma rede de contatos, como comidas caseiras e doces. 

Busque manter-se ativo por meio de cursos online. Procure se aperfeiçoar na sua área de atuação ou conhecer novas, fazendo contato com outros alunos e professores.

Segurança: uma estratégia de economia na quarentena

Após organizar seu orçamento, é o momento de pensar em uma reserva para emergências. Defina uma quantia mensal que não prejudique suas contas e busque um investimento seguro. Você pode optar pela poupança, tesouro direto, CDB (Certificado de Depósito Bancário) ou até um consórcio. É importante estudar qual investimento se encaixa com seu perfil econômico, tanto em relação à rentabilidade quanto a necessidade de acompanhar o crescimento.

Se preciso, busque ajuda de outras formas

Algumas instituições estão oferecendo benefícios para apoiar empresas durante esse período econômico complicado. O Governo também se mobilizou e aprovou auxílio emergencial para indivíduos que se encaixam em alguns critérios. Conheça as soluções de incentivo à economia na quarentena.

Para empresas

O BNDES está oferecendo crédito para folha de pagamento, expansão da linha de crédito para pequenas empresas, suspensão temporária do pagamento dos empréstimos e transferência dos recursos do PIS-PASEP para o fundo de garantia do trabalhador. 

Já a Caixa Econômica Federal, em parceria com o SEBRAE, oferece renegociação de dívidas, capital de giro, financiamento da folha de pagamento para micro e pequenas empresas e a possibilidade de parcelamento do FGTS.

Banco do Brasil também oferece renegociação de dívidas, financiamento da folha de pagamento, prorrogação do pagamento do empréstimo do BNDES e da linha de crédito empresarial do banco;

Para indivíduos

O auxílio emergencial do Governo Federal possibilita o pagamento de 600 reais por mêsdurante três meses ou até o final da emergência causada pela pandemia de coronavírus. Mulheres que exercem papel de chefe de família têm direito a receber o dobro do valor do auxílio caso estejam dentro dos critérios de elegibilidade a seguir:

  • Não ter emprego formal, ser autônomo, ser desempregado, ou ter MEI;
  • Ser maior de 18 anos de idade;
  • Renda mensal familiar por pessoa de até R$ 522,50 (meio salário minímo) ou renda familiar mensal total de até R$3135,00 (três salários mínimos);
  • Não ter recebido, em 2018, rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70;
  • Não ser beneficiário da previdência ou de programas de transferência de renda federal (exceto Bolsa Família).

Para trabalhadores que tiverem suas jornadas de trabalho e salários reduzidos parcialmente, o governo financiará o seguro-desemprego proporcional à redução, da seguinte forma. 

  • Aqueles que tiveram jornadas reduzida em 25%, receberão 75% do salário pago pela empresa + 25% do valor do seguro-desemprego ao qual tem direito;
  • Quem teve a jornada reduzida em 50%, recebe 50% do salário da empresa + 50% do valor do seguro-desemprego;
  • Aqueles que tiveram redução de 70% na jornada de trabalho, a empresa pagará  30% do salário e o governo 70% do valor do seguro-desemprego.

 

Referências

https://spbancarios.com.br/04/2020/trabalhadores-com-reducao-de-jornada-receberao-auxilio-em-maio-renda-sofrera-perdas - acessado em 30/04/202

https://auxilio.caixa.gov.br/#/inicio - acessado em 30/04/2020

https://www.bndes.gov.br/wps/portal/site/home/bndes-contra-o-coronavirus/medidas-emergenciais-contra-coronavirus - acessado em 30/04/202

http://www.caixa.gov.br/caixacomsuaempresa/Paginas/default.aspx - acessado em 30/04/2020

https://www.bb.com.br/pbb/pagina-inicial/empresas-beta#/ - acessado em 30/04/2020

 

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