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Descubra quais são os 7 maiores medos do envelhecimento

Envelhecimento e Sociedade

O estigma e estereótipos sobre o envelhecimento ainda têm força no imaginário do brasileiro. Questões relacionadas à saúde, finanças e sociedade, são os principais motivos para que as pessoas encarem o envelhecimento com a mentalidade de que, nesta fase, tudo se torna mais complicado.

Mas, será mesmo que problemas de saúde, limitações físicas e psicológicas e solidão representam os mesmos temores do envelhecimento em todas as faixas etárias?

Se, por um lado é verdade que este preconceito traduz a visão em grande parte das pessoas, principalmente entre os mais jovens, por outro, os mais velhos tendem a ser mais positivos e confirmam, com conhecimento de causa, que os problemas da terceira idade são relativos e esta fase pode muito bem ser a melhor da vida.

É o que mostra a pesquisa realizada pela Pfizer Brasil, onde 989 pessoas com idades entre 18 e 61 anos responderam à diversas perguntas relacionadas aos maiores temores da idade avançada. O trabalho faz parte da campanha “Envelhecer Sem Vergonha” e tem o objetivo de entender, de forma bem-humorada, como o brasileiro encara o envelhecimento para que as pessoas possam refletir sobre os mitos da longevidade. Afinal, no país que deve ter o 6° maior número de idosos em todo o mundo até 2025, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), é pertinente o levantamento de questões como essas.

Descubra quais são alguns dos 7 principais receios de envelhecer.

 

  1. Problemas de saúde

É comum associar problemas de saúde ao envelhecimento. 77% dos entrevistados apontaram esta questão como a principal preocupação da lista. Número ligeiramente maior entre os jovens que participaram das entrevistas: 82% de 18 a 25 anos, ante 70% dos entrevistados com mais de 50 anos.

No entanto, de acordo com a geriatra e gerontóloga Andréa Prates, apesar de muitas doenças crônicas se manifestarem na idade avançada, o desenvolvimento pode começar bem antes. Por isso, é importante cuidar mais precocemente da saúde.

 

  1. Memória ruim

65% dos entrevistaram colocaram a memória ruim como um dos maiores problemas do envelhecimento. Não ser capaz de lembrar das coisas apareceu na frente de solidão e preocupações financeiras.

Porém, é importante manter a mente ativa e estimular o cérebro. Manter sempre a leitura, aprender coisas novas, como outros idiomas e assuntos de interesse, e ser mais participativo em tudo o que faz são algumas das atividades que podem manter a memória ativa em qualquer idade.

 

  1. Solidão

O medo de ficar sozinho também figura nos primeiros lugares da entrevista. Ao todo, 57% dos entrevistados concordaram que a solidão está entre os principais medos do avanço da idade. Aqui, os jovens também parecem temer mais do que os mais velhos neste quesito: 67% dos entrevistados estão na faixa dos 18 a 25 anos, ante 47% dos que têm mais de 50 anos.

“Estabelecer vínculos e manter o círculo de amizade ao longo da vida é importante para que as pessoas, ao se tornarem mais velhas, tenham uma rede de apoio e laços sociais. O fato dos mais velhos terem mais conexões e serem mais participativos hoje em dia, poderia explicar o número menor de entrevistados com mais de 50 anos que identificaram a solidão como um problema”, explica Prates. Portanto, essa visão de que o envelhecimento traz, consigo, a solidão, é mais uma percepção relativa, principalmente entre os mais jovens.

 

  1. Preocupações financeiras

Apesar de ser um problema recorrente, principalmente na fase adulta, as finanças também causam temor quando o assunto é envelhecimento. Ao todo, 52% dos entrevistados disseram que as preocupações financeiras estão entre os maiores receios da terceira idade.

O fato é que muitas pessoas subestimam o tempo a mais de vida e não poupam como deveriam. Fazer uma poupança e saber controlar o dinheiro é muito importante para suprir eventuais gastos extras inerentes à idade avançada, como tratamentos médicos e moradia.

 

  1. Menos energia

Não é novidade que, com o avanço da idade, a queda no ritmo para certas atividades cause medo em algumas pessoas. Mas, outra vez, isso parece ser uma preocupação que atinge os mais jovens. Dos 52% do total que escolheram a perda da energia como um dos maiores problemas do envelhecimento, 60% têm 18 a 25 anos, enquanto apenas 46% têm mais de 50 anos.

De fato, após os 25 anos há um declínio de cerca de 1% das funções orgânicas. Mas, por outro lado, o corpo possui uma grande reserva dessas mesmas funções que levariam muito tempo para ter algum impacto. A forma como cada pessoa leva a vida influencia na disposição do corpo. Alguém mais ativo, tende a continuar mais disposto por mais tempo. Ao contrário do sedentário.

 

  1. Sensação de estar improdutivo

42% dos entrevistados escolheram a sensação de estar improdutivo como o maior medo do envelhecimento. O fato de estarem fora do mercado de trabalho contribui para que muitas pessoas pensem desta forma. 40% dos entrevistados têm de 26 a 35 anos, enquanto 37% têm mais de 50.

A percepção cultural é de que a produtividade está relacionada à força de trabalho. Antes, após se aposentar, muita gente acabava falecendo, pois a expectativa de vida era mais baixa. Hoje, no entanto, esse panorama mudou. As pessoas se aposentam, mas têm uma qualidade de vida melhor, prolongando a vida e participando em novas atividades.

 

  1. Diminuição do desejo sexual

Enquanto as mulheres tendem a estar mais satisfeitas com suas vidas sexuais, os homens de todas as faixas etárias pesquisadas são os que mais se queixam deste quesito. Ao todo, 34% responderam que a perda da libido está entre o maior medo do avanço da idade.

O fato é que existe um tabu em relação à sexualidade na terceira idade, principalmente entre os homens. Os hormônios podem, de fato, diminuir e acarretar uma diminuição na libido. Porém, isso não quer dizer que as pessoas não sentem necessidade sexual e afetividade na idade avançada. Muito pelo contrário! O desejo continua e uma relação saudável com o(a) parceiro(a) é totalmente possível.